O perfil profissional da era da informação

Em entrevista realizada na RDC TV, sócios do Mercadômetro abordaram temas sobre o perfil profissional da era da informação e o mercado de trabalho. Confira os principais pontos do debate.

Segundo dados do Ministério da Educação, 86% dos alunos do nono ano não são proficientes em matemática. E um percentual um pouco menor não domina a língua portuguesa, o que se mostra preocupante frente ao cada vez mais exigente mercado de trabalho. No novo cenário, as organizações esperam que colaboradores detenham competências analíticas, em particular a capacidade de tirar conclusões a partir da análise de dados. Como consequência, o espaço para opiniões sem embasamento teórico, quantitativo e factual é cada vez menor. São essas algumas das principais características do perfil profissional da era da informação.

Entretanto, as mudanças do mercado são constantes, e um grande volume de informações disponibilizadas a cada instante. Por isso, o conhecimento adquirido em escolas e universidades é o ponto de partida, mas a capacidade de aprender a todo momento tornou-se fundamental. A atualidade demanda o trabalhador do “multiconhecimento”. Em linhas gerais profissionais de humanas precisam instrumentalizar-se mais com métodos quantitativos. Ao passo que os profissionais de exatas precisam adquirir as competências “soft”, como comunicação e relacionamento. E todos precisam constantemente reciclar suas competências técnicas e comportamentais.

Acesso ao conhecimento não é mais o limitador, e a realização do trabalho por robôs e algoritmos

Como exemplo de um perfil de profissional da era da informação, discutiu-se sobre o cientista de dados. Essa profissão, muito em voga, integra conhecimentos em TI, estatística e negócios, entre outros.  Existem muitos cursos disponíveis para a formação desses profissionais, até mesmo cursos online de instituições internacionais a custos baixos. Portanto, não seria mais o acesso ao conhecimento o limitador, e sim a baixa capacidade de aprendizado e a base conceitual pobre dos profissionais brasileiros, pelos motivos já citados, entre outros.

Por fim, uma questão muito debatida hoje é a substituição de trabalhadores por robôs e algoritmos de inteligência artificial. Para os debatedores, o ponto é o tempo que ainda levará para que a demanda pelo trabalho menos qualificado desapareça. Aparentemente, o mercado não vai se adequar instantaneamente. Serão necessárias adaptações, e novos postos de trabalho sempre irão surgir. Se analisarmos o salto tecnológico das últimas décadas, verificaremos que novas frentes de trabalho surgiram para preencher lacunas no mercado de trabalho. Claro, para aqueles que entendam a necessidade de adaptar-se à demanda pelo perfil profisisonal da era da informação.

Confira a entrevista completa no canal do Facebook da RDC TV:

https://www.facebook.com/rdctvdigital/videos/2111402642254249/